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Fórmula 1

Verstappen renova com a Red Bull até 2030 e revela que cogitou aposentadoria

Holandês afasta especulações sobre transferência para a McLaren e detalha como as novas regras de motores quase o fizeram deixar as pistas

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O piloto holandês Max Verstappen e a equipe Red Bull acertaram a renovação de contrato até o ano de 2030, encerrando as especulações sobre o destino do competidor. Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, dia 20 de agosto de 2026, o tetracampeão revelou que esteve mais perto de se aposentar da Fórmula 1 do que de se transferir para outra escuderia. Atualmente, a situação está definida com a permanência do piloto na equipe austríaca, afastando os antigos boatos que apontavam para uma possível ida para a McLaren.

Durante as primeiras corridas da atual temporada, o futuro do piloto era incerto. Ele explicou que chegou a pedir a Laurent Mekies, chefe da Red Bull, que não o questionasse sobre seus planos futuros, pois ele próprio não sabia se continuaria na categoria. Verstappen ressaltou que sempre manteve uma postura aberta com a equipe e que a lealdade ao time austríaco pesou em sua decisão final, reiterando que a possibilidade de mudar de escuderia nunca esteve tão próxima quanto a de deixar as pistas de forma definitiva.

O descontentamento que quase levou o piloto à aposentadoria estava diretamente ligado ao regulamento de motores implementado nesta temporada. As novas regras aumentaram a importância da parte elétrica, responsável por cerca de 50% da potência total do carro. Esse formato recebeu críticas de diversos pilotos por dificultar o gerenciamento das baterias e tornar as ultrapassagens artificiais. Verstappen, um dos principais críticos do sistema, sugeriu que sua permanência dependeria muito de mudanças para os anos seguintes. A situação começou a se acalmar em junho, quando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou um ajuste gradual na divisão de potência até 2028, reduzindo a parte elétrica para 40% do total.

O novo vínculo contratual vai até 2030, coincidindo com o encerramento do atual ciclo de regulamentos da Fórmula 1. Há também a expectativa por novas mudanças na motorização, uma vez que o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, já manifestou publicamente o desejo de substituir os motores V6 atuais por modelos V8. O piloto holandês declarou que o encerramento de seu contrato em 2030 deixa o caminho aberto para reavaliar sua carreira caso os motores V8 realmente retornem à categoria, afirmando que tem se adaptado e buscado extrair o melhor com o que a equipe tem disponível.

O desejo de encerrar a carreira esportiva na Red Bull é um plano antigo de Verstappen, que já havia sido compartilhado com Dietrich Mateschitz, fundador da marca que controla a equipe, antes de seu falecimento em 2022. O piloto expressou orgulho em estender o vínculo contratual e demonstrou forte motivação para colocar a escuderia novamente no topo. Ele destacou o sentimento de competitividade e o desejo de reviver o período de conquistas que marcou sua trajetória pela escuderia nas últimas temporadas, ressaltando que o grupo sentiu muito o gosto de estar no topo e que está faminto para chegar lá novamente.

A história de Verstappen com a Red Bull começou em 2016, logo após uma passagem de um ano pela Toro Rosso, atual Racing Bulls, que funciona como uma equipe subsidiária do time principal. Desde sua estreia na escuderia austríaca, o competidor acumulou 221 largadas, com 71 vitórias, 131 pódios e quatro títulos mundiais conquistados. Ao término do novo contrato estabelecido, em 2030, o piloto holandês terá 32 anos de idade.